13 de out de 2008

MEU PÉ DIREITO.


imagem/google

As vozes que escuto são frias, como frio é o sangue que desliza pelos poros.
Há dias conto os dedos do pé entre devaneios de coca-cola e algum prazer.
Vivo a me quebrar,
Quebro as pernas, a cara, o coração...
Mas cara não se enfaixa,se expõe a cicatriz.
Mansa e calmamente definho na veia e nos veios dos descaminhos.
A monotonia dos dias chega de lento
como coisas que ainda planejo fazer.
E quando a noite me sobrevoa driblando tantas dores e outros gritos,
com ela vomito cicatrizes
e alguns cacos de vidro.

3 comentários:

Cosmunicando disse...

"Mas cara não se enfaixa,se expõe a cicatriz."

onde cada sulco é caminho de visitação pública, leitura atenta e alma à flor da pele.
amei seu poema!!
beijos

luliX pandaglia disse...

Minha alma como a sua se revela aos borbotões. Amo vc e sua poesia. Saudades...
Bjs,
luliX

Pavitra disse...


que poema, adriana!

esse me deixou sem palavras
- talvez que tenha exposto minha jugular...
fiquei arrebatada!

beijos!