20 de jan de 2009

FLORADA /in Pianos Invisíveis/


foto/ Karina Sokolova

Tudo em meu corpo adoece.
Tudo em meu corpo adoece quando choro.
Tudo em meu corpo chora.
Choro em todos os meus cantos.
Choram cantos e todos
choram todos os cantos.
Meus cantos são todos os cantos que choram.
Tenho muitos cantos
e eles choram.
Me alargo em tudo
e tudo me alaga.
Me alaga o rio quando choro.
O rio me alaga e me alarga.
Chora um rio em mim.
Um rio é um canto meu que chora
Meu avesso é um canto meu que floresce.
Meu aveso é um canto meu que chora e floresce.

Quero florescer como choro que brota
e como rio que alaga quando me deito.

4 comentários:

Hercília Fernandes disse...

"Me alargo em tudo
e tudo me alaga".

Lindíssimo poema. Imensidão em curso. Amei!

Abraços, Adriana.

H.F.

Adriana Monteiro de Barros disse...

Beijo minha querida! Use e Abuse o quanto quiser!
bj no coração

Elaine disse...

muito obrigada, adriana, por ter postado o aliás aqui!!!
e mande mais poemas para eu enfeitar mais aquele espaço!
beijos

adrianna coelho disse...


e agora eu lembrei de vc
na poesia no leme...

esse poema para mim tem voz
tem voz doce, tem por de sol
tem onda, tem pedra...

tem a brisa fresca do mar
numa tarde de domingo
e de encontros...

que eu adorei!

beijos

p.s. vai rolar outro encontro esse final de semana, vou telefonar pra vc.