12 de dez. de 2009
27 de nov. de 2009
SUJEITO HOMEM

Foto/ Arquivo da autora
Te peço licença meu filho mas
vou escrever um tantinho sobre você.
Vou te eternizar na poesia.
É nela que sei interagir
É através dela que invento o lugar
onde as palavras transcedem o escrito.
Te confesso que me assusta e me extasia
a continuidade da vida.
Essa utopia real que é a criação
entre tantos contratempos,
impulsos e sustos.
Assim, me regenero no enlouquecimento dos dias.
Pelo simples fato de você existir
e de fato, por naõ ser tão simples assim.
Ao teu lado me conecto novamente com a vida
que cresce num privilégio sem igual:
tão sua, tão minha,tão nossa,
tão breve mas tão linda!
23 de nov. de 2009
NEON
para Tavinho Paes pelo poeta e músico que é.
Não quero mais o amor dos fins de noite de um Baixo qualquer,
paixões transcedentais desse lixo emocional,
habitantes sem paralelos, em paralelas,
gente em transe, gente dormente, num papo sem calma, num papo demente.
Não, não quero mais o amor dos fins de noite de um Baixo qualquer.
Vou deixar que os dias me levem pro vão da vida
que eu levo de qualquer jeito cheia de nãos.
Me desfaço em pedaços, me traduzo literalmente em cacos.
Quem sabe da minha obsessão sou eu.
A cidade me dá claustrofobia
me engole e eu a vomito.
Não suporto o caminho dito e não feito,
a vida cotidiana e iráscivel.
por isto, no início, mato o desejo
e no fim, mato a personagem em mim.
Não quero mais o amor dos fins de noite de um Baixo qualquer,
paixões transcedentais desse lixo emocional,
habitantes sem paralelos, em paralelas,
gente em transe, gente dormente, num papo sem calma, num papo demente.
Não, não quero mais o amor dos fins de noite de um Baixo qualquer.
Vou deixar que os dias me levem pro vão da vida
que eu levo de qualquer jeito cheia de nãos.
Me desfaço em pedaços, me traduzo literalmente em cacos.
Quem sabe da minha obsessão sou eu.
A cidade me dá claustrofobia
me engole e eu a vomito.
Não suporto o caminho dito e não feito,
a vida cotidiana e iráscivel.
por isto, no início, mato o desejo
e no fim, mato a personagem em mim.
29 de out. de 2009
COMO POSSO TE AGRADECER, HELENA?

Arte/Frida Kahlo
Oi Adriana,
acabo de ler teu livro, inteiro, e quero te dizer que gostei muito.
talvez tenhas demorado a publicar porque estavas vivendo. e da vida mesma, essencial para o conhecimento de tudo e de nós mesmos, revelas a experiência e o sentimento de quem a vive intensa, sem medo, como uma flor que nasce no asfalto e dá luz ao que é escuro, movimento ao que parece estático, turbilhão onde existe apatia.
parabéns. e obrigada. foi muito bom estar frente a frente com uma pessoa sincera no que faz, e invulgar justamente por isso.
beijo
Helena Ortiz
19 de out. de 2009
É H.O.J.E
Leituras da semana
www.paulacajaty.com
Queridos amigos,
Outubro já se acaba, o horário de verão começa, termina a primeira década desse novo século, e é como se pudesse sentir a vida correndo para outros rumos, rumos onde a maresia é mais forte, por onde as ondas batem solitárias e repetidamente ecoam por dentro.
E isso traz um certo medo, como se o entardecer desse algum aviso importante e profundo, de como vamos perdendo as pessoas, os amores, de como vamos nos perdendo de nós mesmos. E é como se a vermelhidão nas nuvens avisasse o quanto somos impotentes tentando manter as coisas como elas sempre foram, tentando manter por perto os que nos são mais caros.
Certas pessoas são tão importantes que quase nem nos damos conta disso. Essas pessoas que nunca passam tempo suficiente dentro da gente.
Os dias batem e ecoam, as horas precisam andar por outros rumos, e só depois, bem depois, é que entendemos.
Aquela liberdade de ir e vir e não ter amarra, traz uma gravidade maior do que a juventude pedia. Apesar disso tudo, do vermelhecer das nuvens, da noite agitando o vento, do alvoroço nas copas das árvores, eu já me recolho desde agora, fecho a janela no trinco e abro o postigo.
E pego um livro, claro, esse remédio para todas as horas.
Dicas da semana (10.10.2009 a 16.10.2009)
Fontes: Caderno Prosa&Verso, jornal O Globo, Suplemento Ideias&Livros, Jornal do Brasil, e mailing pessoal da autora
Eventos, cursos e novidades
- os poetas Elaine Pauvolid, Luis Serguilha e Thereza Christina estarão na Ponte de Versos de 19.10, a partir das 21h no ArtHostel (Silveira Martins, 135, Catete), juntamente com a turma da Arte em Andamento, Adriana Monteiro de Barros e Cristina Terra.
(...)
- o escritor e amigo Beto Palaio, de Sampa, encaminha página do The New York Times, com Herta Müller, que ganhou o Nobel de Literatura de 2009, e alguns trechos de três de seus livros. Valeu, Beto!
www.paulacajaty.com
Queridos amigos,
Outubro já se acaba, o horário de verão começa, termina a primeira década desse novo século, e é como se pudesse sentir a vida correndo para outros rumos, rumos onde a maresia é mais forte, por onde as ondas batem solitárias e repetidamente ecoam por dentro.
E isso traz um certo medo, como se o entardecer desse algum aviso importante e profundo, de como vamos perdendo as pessoas, os amores, de como vamos nos perdendo de nós mesmos. E é como se a vermelhidão nas nuvens avisasse o quanto somos impotentes tentando manter as coisas como elas sempre foram, tentando manter por perto os que nos são mais caros.
Certas pessoas são tão importantes que quase nem nos damos conta disso. Essas pessoas que nunca passam tempo suficiente dentro da gente.
Os dias batem e ecoam, as horas precisam andar por outros rumos, e só depois, bem depois, é que entendemos.
Aquela liberdade de ir e vir e não ter amarra, traz uma gravidade maior do que a juventude pedia. Apesar disso tudo, do vermelhecer das nuvens, da noite agitando o vento, do alvoroço nas copas das árvores, eu já me recolho desde agora, fecho a janela no trinco e abro o postigo.
E pego um livro, claro, esse remédio para todas as horas.
Dicas da semana (10.10.2009 a 16.10.2009)
Fontes: Caderno Prosa&Verso, jornal O Globo, Suplemento Ideias&Livros, Jornal do Brasil, e mailing pessoal da autora
Eventos, cursos e novidades
- os poetas Elaine Pauvolid, Luis Serguilha e Thereza Christina estarão na Ponte de Versos de 19.10, a partir das 21h no ArtHostel (Silveira Martins, 135, Catete), juntamente com a turma da Arte em Andamento, Adriana Monteiro de Barros e Cristina Terra.
(...)
- o escritor e amigo Beto Palaio, de Sampa, encaminha página do The New York Times, com Herta Müller, que ganhou o Nobel de Literatura de 2009, e alguns trechos de três de seus livros. Valeu, Beto!
14 de out. de 2009
UM POEMAÇO

Se me perguntarem hoje o que mais gosto de ganhar, eu diria: poemas. Principalmente e por ter sido feito em minha homenagem. Com certeza não há paixão maior nesse mundo que ser carinhosamente lembrada por um grande poeta. Obrigada Rui, por todos os sonhos que tive, embalados pelo seu poema. Meu beijo eterno.
CACOS
Para Adriana Monteiro de Barros
Abro-me em cacos de sonhos.
Quero ser acolhido
em mãos sem medo.
Que as lágrimas não vertidas
encontrem seu vórtice
e brotem em meu rosto,
sem medo.
6 de out. de 2009
Não é meio em cima da hora é a hora que é essa.

Galera é a primeira vez, e a primeira vez vcs sabem....a gente nunca esquece. Mas acredito nas boas impressões e intenções do meu querido poeta Tavinho Paes, uma cabeça em permanente ebulição! O lugar dever ser bacanérrimo, as pessoas, claro! Mas o melghor de tudo é o visual da Av Sernambetiba. O NatVideo fica à uma rua da praça do Ó pra quem vai pro Recreio. Nos vemos lá então às 21:30h.O evento sarau-muiltimídia acontecerá todas às quartas de outubro e quiça de novembro.
1 de out. de 2009
PONTE DE VERSOS
PONTE DE VERSOS e LIVRARIA DACONDE
convidam para a leitura de poemas em homenagem a
MARIO DE ANDRADE
Mario de Andrade estaria completando 116 anos em 2009. Os poetas da Ponte de Versos homenageiam um dos mais importantes intelectuais do país.
“Sem Mario de Andrade não haveria a nova poesia no Brasil. Foi ele quem começou tudo com a Semana de Arte Moderna de 22, que, por sua vez, foi um divisor de águas para a poesia que se faz hoje”, afirma Thereza Christina Rocque da Motta, organizadora do evento.
Poetas convidados:
Adriana Monteiro de Barros
Elaine Pauvolid
Cristina Terra
Pedro Lage
Pedro Lago
Rosália Milsztajn
Gustavo Jobim
Este mês acontece mais cedo por conta dos feriados (12/10, N.S. Aparecida e 19/10, dia do comerciário).
Traga seu poema favorito!
Venha fazer parte da comemoração na sobremesa!
Traga um poema no bolso para a saideira!
Segunda-feira, 5/10/2009
das 20h às 23h
Entrada franca.
Livraria da DaConde
Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125
Leblon | Rio de Janeiro | RJ
Abraços poéticos,
Thereza Christina Motta
Próximas Pontes de Versos:
16/11 - Homenagem a Cecília Meireles (aniversário em 7/11)
21/12 - Ponte de Natal - Homenagem a Machado de Assis
--------------------------------------------------------------------------------
Plano de fundo Milho.jpg (11.47 KB)
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convidam para a leitura de poemas em homenagem a
MARIO DE ANDRADE
Mario de Andrade estaria completando 116 anos em 2009. Os poetas da Ponte de Versos homenageiam um dos mais importantes intelectuais do país.
“Sem Mario de Andrade não haveria a nova poesia no Brasil. Foi ele quem começou tudo com a Semana de Arte Moderna de 22, que, por sua vez, foi um divisor de águas para a poesia que se faz hoje”, afirma Thereza Christina Rocque da Motta, organizadora do evento.
Poetas convidados:
Adriana Monteiro de Barros
Elaine Pauvolid
Cristina Terra
Pedro Lage
Pedro Lago
Rosália Milsztajn
Gustavo Jobim
Este mês acontece mais cedo por conta dos feriados (12/10, N.S. Aparecida e 19/10, dia do comerciário).
Traga seu poema favorito!
Venha fazer parte da comemoração na sobremesa!
Traga um poema no bolso para a saideira!
Segunda-feira, 5/10/2009
das 20h às 23h
Entrada franca.
Livraria da DaConde
Rua Conde de Bernadotte, 26 lj. 125
Leblon | Rio de Janeiro | RJ
Abraços poéticos,
Thereza Christina Motta
Próximas Pontes de Versos:
16/11 - Homenagem a Cecília Meireles (aniversário em 7/11)
21/12 - Ponte de Natal - Homenagem a Machado de Assis
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29 de set. de 2009
TEMPORAL

Tempestades não são boas conselheiras.
Em geral, deprimem o retrato.
Melhor esperar a cachoeira cumprir seu destino
Afinal, a poesiaaquece o pensamento embaixo dos lençóis.
As borboletas ainda se debatem contra as vidraças molhadas
e as orquídeas teimamem colorir a paisagem pelas janelas.
Em dias de tempestade, meus olhos chovem.
Choram e chovem todas as lágrimas que agora caem lá fora
Meus olhos ainda insistem em chorar.
11 de set. de 2009
ANJOS TÊM ASAS QUEBRADAS
28 de ago. de 2009
OFÍCIO DE ESCRITOR
17 de ago. de 2009
DAS MARGENS

foto/google
MEU POEMA NÃO É FEITO DA ÁGUA DOS RIOS
MAS DAS LÁGRIMAS QUE AS ÁGUAS DOS RIOS NÃO LEVAM.
FLUTUO UM POEMA DE URGÊNCIAS.
TUDO NELE É LÍQUIDO.
UM POEMA LÍQUIDO.
MEUS OCEANOS VAZAM ENQUANTO NADO EM DESERTOS.
SUO A LIQUIDEZ DAS PÁLIDAS MANHÃS.
SOU O SILÊNCIO QUE TRANSBORDA INCÊNDIOS EM DESERTOS.
NO FUNDO OU NA RASANTE DOS RIOS
PALAVRAS, SÃO LÁGRIMAS QUE AINDA NÃO CHOREI.
2 de ago. de 2009
SOBRE O RESTO DAS COISAS
27 de jul. de 2009
SOLIDÃO NA METRÓPOLE

Foto Marylin Monroe
Rasgo a cara na manhã cinzenta desta cidade.
Me dirijo a qualquer lugar.
Não olho os sinais.
Não olho pra trás.
Automaticamente, sigo em frente.
Não paro.
Não ouço.
Finjo,
Não sinto.
Deslogo e ligo o I-Pod.
Antena transmissora de mim.
Não canto. Não penso.
Ouço apenas o barulho do meu silêncio.
2 de jul. de 2009
ESTILHAÇOS DE NUVENS
O amor é uma concha.
Aos poucos e cruelmente
suas arestas tornam a pele estéril.
Não há parto que o faça em pedaços
nem tempo de espera que o faça leve.
O amor não conhece o fundo dos rios.
Não importa,se o vento soprou os pingos de chuva
para debaixo das nuvens.
Eles simplesmente se quebraram no ar.
Do amor não beberei mais.
Há arsênico em seus pequenos frascos.
A morte é anunciada em borrifadas de perfume e mel,
como minha loucura.
Aos poucos e cruelmente
suas arestas tornam a pele estéril.
Não há parto que o faça em pedaços
nem tempo de espera que o faça leve.
O amor não conhece o fundo dos rios.
Não importa,se o vento soprou os pingos de chuva
para debaixo das nuvens.
Eles simplesmente se quebraram no ar.
Do amor não beberei mais.
Há arsênico em seus pequenos frascos.
A morte é anunciada em borrifadas de perfume e mel,
como minha loucura.
22 de jun. de 2009
SEMPRE SUA E ETERNAMENTE NUA

Foto/Atelier da Imagen
Dormirei pouco hoje
porque a noite é pouca
a madrugada é pouca
e o dia é imenso.
me dê sua boca
sua lingua
seu gosto
pois é tudo desejo
tudo beijo.
depois abra suas pernas
porque meu corpo está obcecado
e o coração adocicado.
me come, me faz de puta
e depois me abrace.
chegue assim sem pedir licença
se meta na minha vida
tire minhas roupas
e engula meus seios.
deixe eu invadir seu peito
quero gemer no seu pescoço
uivar nos seus ouvidos
te fazer de meu e me fingir de sua.
e antes que a lua me amanheça
me faça sua refén
depois eu juro que vou embora.
@mb
9 de jun. de 2009
CERTAS (in) COERÊNCIAS
1 de jun. de 2009
ENTRE BOLAS DE GUDE E O INFINITO DO CÉU.

Foto/Valéria Simões
Outro dia, um desses dias especiais que não saem da memória, recebi do meu filhotinho, um poeminha lindo no dia das Mães. Dizia assim:
"Mãe, você é o pólem da minha flor.
O sangue das minhas veias e artérias.
Você é um dos neurônios do meu cérebro."
Então em homenagem ao Gabriel, o meu poema.
Dizem que homem não chora,
mas eu já vi homem chorar.
Vi um pequeno homem chorar
e choramos juntos.
Choramos pessoas, coisas e nós
choramos um mundo,
depois brincamos de esconder lágrimas.
Brincamos de esconder rios de lágrimas.
Meu menino tem todas as idades,
tem nos olhos um universo de sentimentos.
às vezes, escorrem águas.
Em outras brilham,
mas nos olhos do meu menino,
há, para sempre, o azul imenso
a romper os dias
e a atravessar as manhãs
do infinito céu de janeiro.
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